Restauro de duas casas modernistas como subsídio para um método

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Tese de Doutorado: Restauro de duas casas modernistas como subsídio para um método

Autor(a):  Giceli Portela Cunico de Oliveira

Ano: 2015

Orientador(a):  Francisco Segnini Junior

Unidade da USP: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

Disponível em: https://doi.org/10.11606/T.16.2016.tde-08032016-155650

Resumo: 

Pode-se recuar a teorização do restauro de Arquitetura até Winckelmann: sua “História da Arte”, publicada em Dresde em 1764, apresenta um nível de detalhamento nas descrições e até de processos construtivos gregos e romanos, que transcende as preocupações explícitas com a História da Arte. Seu pensamento é que os remanescentes são os documentos imprescindíveis para se contar a evolução da Arquitetura – nas entrelinhas, ficando a necessidade de sua preservação. No entanto, aceita-se academicamente Ruskin como iniciador da reflexão e teorização. Praticava-se, em seus dias, uma preservação sem critérios seguros que, no seu entendimento, comprometia o valor documental e histórico dos monumentos: as ruínas eram preferíveis a essas obras, entrando aí, como é óbvio, um forte componente do romantismo vigente. Nesse sentido, opunha-se a Violet-le-Duc que defendia como proposta teórica o restauro estilístico. Camillo Boito é quem, na verdade, dá a partida para a teorização que, evoluindo, é a que se aceita até hoje: formula critérios e diretrizes para se pensar o processo de restauro. Suas ideias são desenvolvidas por G.Giovanoni, preparando caminho para as cartas de Atenas e, finalmente, a de Veneza, ainda a “cartilha” dos restauradores. Ideias essas que têm sua formulação teórica mais precisa e desenvolvida em Cesare Brandi, em sua “Teoria da Restauração”. A acelerada evolução tecnológica do século XX – bem como o ingresso, no rol dos bens patrimoniais, das obras do Modernismo – tornou necessário estender a aplicação dos conceitos teóricos às novas tecnologias: – que princípios devem nortear as intervenções restaurativas na Arquitetura Moderna, quando esta estiver focada como patrimônio cultural? – quais as posturas teóricas, quais as reflexões que devem estruturar os pensamentos, antes dos procedimentos técnicos, por parte do arquiteto, diante dos novos problemas propostos pela expansão do universo de bens patrimoniais, englobando a arquitetura modernista? Neste trabalho, procuramos contribuir para essas reflexões e teorizações, conduzindo a um método que entendemos necessário antes da abordagem da obra de restauro. Embora convindo que as obras – como as de qualquer período ou tecnologia – tenham uma individualidade prioritária, há sempre uma base comum que deve ser considerada e a partir da qual evoluem os procedimentos do arquiteto. É para a formação/formatação dessa base comum que pretendemos contribuir com nossa experiência em duas obras importantes do acervo patrimonial do modernismo brasileiro.

Palavras-chave: Arquitetura; Modernismo; Restauro.

Fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP