Forma e indeterminação em As metamorfoses de Murilo Mendes

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Dissertação de Mestrado: Forma e indeterminação em As metamorfoses de Murilo Mendes

Autor(a): Admarcio Rodrigues Machado

Ano: 2015

Orientador(a): Joao Adolfo Hansen

Unidade da USP: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)

Disponível em: https://doi.org/10.11606/D.8.2015.tde-11122015-140007

Resumo:

Este trabalho analisa o livro As Metamorfoses, do poeta Murilo Mendes. A perspectiva escolhida é a da invenção por meio da linguagem desse poeta. Reconhecendo que a imagem tem valor inestimável na poesia de Murilo, nossa análise elucida a construção imagética atentando para o modo como a organização das palavras figura o efeito de desorganização semântica que lembra alguns quadros surrealistas. Nesse sentido, a pergunta que norteia este trabalho é: Como o poeta usa a forma para a construção da indeterminação de sentido? Para respondê-la, recorremos, além de textos poéticos e não poéticos de Murilo Mendes, a textos sobre o Surrealismo, o Essencialismo de Ismael Nery e sobre forma e indeterminação semântica, que nos ajudaram a entender melhor o código poético de Murilo Mendes, inclusive entrevendo nesse código um padrão compositivo. Sendo a junção de imagens descontínuas no poema a principal característica do trabalho de montagem em Murilo Mendes, julgamos coerente supor que esse procedimento de composição exige uma performance idiossincrática do leitor. Na condição de obra moderna, a poesia muriliana exige um leitor também moderno. Para constituí-lo textualmente, estudamos também alguns pré-requisitos de leitura que devem ser acionados para a compreensão da proposta artística de Murilo Mendes, recorrendo sistematicamente a textos da estética da recepção.

Palavras-chave: Forma; Indeterminação; Linguagem; Modernidade; Modernismo; Murilo Mendes; Poesia; Sentido; Surrealismo.

 

Fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.