Regional como opção, regional como prisão: trajetórias artísticas no modernismo pernambucano

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Tese de Doutorado: Regional como opção, regional como prisão: trajetórias artísticas no modernismo pernambucano

Autor(a): Eduardo Dimitrov

Ano: 2014

Orientador(a): Lilia Katri Moritz Schwarcz

Unidade da USP: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)

Disponível em: https://doi.org/10.11606/T.8.2014.tde-08052014-104648

Resumo:

Artistas pernambucanos que iniciaram suas carreiras ainda na primeira metade do século XX foram facilmente classificados pela crítica, ou pelos pares, como regionalistas. Por vezes utilizado de maneira explícita e consciente, o regionalismo foi um trunfo importante para se produzir uma arte original. Ao mesmo tempo, criava entraves para que o artista fosse reconhecido nacionalmente por meio de classificações distintas de primitivista, regionalista, folclórico. Observando a trajetória de artistas que, em sua maioria, optaram por fazer suas carreiras no Recife Murillo La Greca, Manoel Bandeira, Lula Cardoso Ayres, Cícero Dias, Vicente do Rego Monteiro, Francisco Brennand, Abelardo da Hora, Ladjane Bandeira, Wellington Virgolino, José Cláudio da Silva, Gilvan Samico, entre outros , foi possível reconstruir o cenário das artes plásticas de Pernambuco, identificar as principais condicionantes sociais da produção artística e perceber como cada um desses atores se movimentou para, produzindo sua obra, viabilizar sua carreira. Diferentes materiais, desde fontes visuais, entrevistas, depoimentos, artigos de época, até comentários críticos, memórias, e catálogos de exposições, foram mobilizados para recuperar cada uma das trajetórias que, vistas em conjunto, permitem vislumbrar as condições e possibilidades criativas desses artistas instalados na periferia do sistema cultural brasileiro.

Palavras-chave: Antropologia da arte; Arte pernambucana; Modernismo; Regionalismo; Sociologia da arte.

 

Fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.